O Comitê Olímpico Internacional (COI) expressou recentemente sua posição contrária à prática de oferecer prêmios em dinheiro em competições esportivas, levantando preocupações sobre o impacto dessas recompensas financeiras no verdadeiro espírito esportivo.
Segundo Mark Adams, porta-voz do COI, a decisão da Federação Internacional de Atletismo (World Athletics) de conceder um bônus em dinheiro aos campeões olímpicos nos Jogos de Paris vai de encontro à missão de manter as Olimpíadas como uma plataforma inclusiva e não elitista.
O debate em torno das premiações monetárias aos atletas olímpicos tem provocado uma série de opiniões divergentes, com Thomas Bach, presidente do COI, defendendo a autonomia dos comitês nacionais e patrocinadores na definição de incentivos financeiros.
Além disso, há preocupações sobre a possibilidade de criar disparidades entre diferentes modalidades esportivas e seus praticantes, beneficiando esportes com maior respaldo financeiro, em detrimento dos menos favorecidos.
Apesar das reservas do COI quanto às premiações em dinheiro, diversos países reconhecem seus atletas olímpicos com recompensas significativas, incentivando assim o alto rendimento e a superação de novos desafios.
No Brasil, os esportistas que competiram nas Olimpíadas de Paris 2024 também foram contemplados com prêmios financeiros, distribuídos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em reconhecimento às suas performances excepcionais.
Rebeca Andrade se destacou como uma das mais premiadas, recebendo R$ 826 mil por suas quatro medalhas, seguida por Beatriz Souza, que conquistou R$ 392 mil, e pelas campeãs de vôlei de praia Ana Patrícia e Duda, cada uma premiada com R$ 350 mil. Esses valores refletem o apoio do Brasil em motivar seus talentos esportivos a alcançar novos feitos.
À medida que os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 se aproximam, espera-se que as discussões em torno das premiações financeiras aos atletas continuem evoluindo. Novas diretrizes e regulamentações do COI podem impactar diretamente o futuro dessas recompensas, promovendo um equilíbrio entre a preservação dos valores olímpicos e o reconhecimento do esforço e dedicação dos competidores por meio de incentivos adequados.